Título:

Entre o Bife e o Infinito


— Amor, o que preferes para o almoço? Bifes com batatas fritas ou... uma lata de atum com batatas cozidas?

— Hmm… acho que prefiro os bifes.

— Não queres antes o atum?

— O atum? Mas disseste bifes…

— Sim, sim… mas o atum é mais leve. E já está fora da lata, sabes?

— Pois, se já está fora da lata... então pode ser o atum.

— Mas só porque eu disse? Queres mesmo atum ou estás só a dizer isso para me agradar?

— Não, não! Quer dizer… os bifes também me agradam. Mas se preferes o atum…

— Eu? Eu não prefiro nada. Eu só sugeri. És tu que tens de escolher. Eu perguntei-te!

— Então pronto. Bifes.

— A sério? Com este calor? Queres mesmo fritar batatas?

— Ok… então vá, o atum.

— Pronto. Está aqui o atum. Porque não disseste logo que era o que querias?

(Ele olha o prato. Olha para ela. Olha para o infinito. E nesse momento, compreende o mistério eterno do universo e do casamento.)

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