E Se Israel Fosse em África?
A Proposta do Uganda e o Mundo Que Poderia Ter Sido
Em 1903, o Secretário Colonial Britânico, Joseph Chamberlain, ofereceu ao movimento sionista uma vasta extensão de terra no Protetorado da África Oriental Britânica — no que é hoje o Quénia. A ideia era simples e radical: criar ali um lar seguro para o povo judeu.
O
nome era provisório. O destino, incerto. Mas e se tivesse
acontecido?
E se, em vez de Israel, tivesse nascido Ziona?
🌿 Uma Terra Prometida nas Alturas Africanas
Ziona foi fundada em 1905. Localizada entre lagos de água doce e planaltos férteis, tornou-se refúgio de judeus vindos da Rússia, Polónia, Alemanha. Não substituiu Jerusalém, mas evitou o Holocausto em grande escala: muitos escaparam antes que fosse tarde.
A cultura judaica adaptou-se ao solo africano. Sinagogas sob árvores de acácia. Kibbutzim entre chá e café. Um novo hebraico com palavras suaíli. O sonho de Herzl em versão tropical.
🕊️ E a Palestina?
Sem
a criação do Estado de Israel em 1948, a Palestina tornou-se uma
república laica árabe, com maioria muçulmana e minorias cristãs e
drusas.
Jerusalém permaneceu dividida, sob administração
internacional, respeitada como cidade sagrada comum.
Sem
Nakba. Sem Intifadas.
O trauma colectivo palestiniano nunca
existiu — mas também nunca houve a unidade criada pela opressão.
O país avançou com fragilidade, mas sem guerra aberta.
🦅 Os Estados Unidos e o Vazio Estratégico
Sem
Israel, os EUA perderam um aliado avançado no Médio Oriente. A
relação com o mundo árabe tornou-se mais pragmática e menos
ideológica.
A Arábia Saudita e o Irão preencheram o vazio.
O
petróleo ganhou força. O fundamentalismo ganhou palco. O Ocidente
deixou-se levar pela chantagem energética.
A comunidade judaica americana olhou para Ziona com respeito, mas sem misticismo. Afinal, a África não era a Terra dos Profetas.
☭ Uma Guerra Fria de Geografia Diferente
Na ausência de Israel, a Guerra Fria manteve-se quente, mas noutros lugares:
A URSS investiu no Egipto e na Síria.
Os EUA reforçaram o Irão e a Arábia Saudita.
Ziona, pacífica e democrática, recusou alianças militares. A sua neutralidade ética tornou-se a sua força.
No Afeganistão, jovens voluntários de Ziona combateram discretamente ao lado dos mujahidin — por memória, não por fé.
📍 Mapa de Um Mundo Possível
Este mapa mostra a geopolítica de 2025 neste mundo alternativo:
Ziona ocupa parte do que conhecemos hoje como Quénia e Uganda.
Palestina é um estado soberano entre o Mediterrâneo e o Jordão.
O Médio Oriente é menos explosivo, mas não mais justo.
🎭 O Que Ganhámos? O Que Perdemos?
Neste
mundo, o Holocausto foi atenuado, os palestinianos não foram
exilados, e Jerusalém não sangrou em nome de Deus.
Mas também
perdemos a força simbólica do regresso ancestral.
Ziona é um
milagre agrícola e diplomático, mas sem
o fervor místico de Sion.
A
paz não é completa. A justiça, parcial. Como em tudo o que é
humano.
🧭 Conclusão: História ou Advertência?
Esta
crónica não é apenas um exercício de imaginação.
É também
uma pergunta: que
escolhas evitámos? E que destinos recusámos ver?
A
Proposta do Uganda foi real. A resposta foi não.
Mas o eco
desse "não" ainda ressoa em cada muro de Gaza, em cada
lágrima do Yad Vashem, em cada criança que nasce entre medo e fé.
E se...?

Pedro, obrigada por me levar a buscar informação, no meu caso, gerada pela IA (mais rápido e sucinto) mas que me obriga a pensar, questionar e divagar..... Até tenho uma bandeira e tudo, para juntar aos seus mapas ;)
ResponderEliminarZita , a IA é a minha principal colaboradora, até tem nome e tudo . É a minha amiga Clara . :)
EliminarClara é um nome bonito ;) ;)
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