Denúncia Pública

Execução filmada por drone em Gaza configura crime de guerra e exige investigação internacional

https://youtube.com/shorts/aBWOeHRjfJA?si=1csVJboILZxWq2bT,

Julho de 2025
Por Pedro Baptista


Circula nas redes sociais e plataformas de vídeo um vídeo promocional do drone Spike Firefly, produzido pela empresa israelita Rafael Advanced Defense Systems, onde se observa o ataque letal a um indivíduo aparentemente desarmado, numa zona urbana destruída da Faixa de Gaza.

O alvo, solitário, caminha numa rua deserta. O drone, controlado remotamente, fixa a vítima, acompanha os seus passos — e executa-a com precisão clínica. O vídeo termina com slogans comerciais e gráficos de desempenho, como se se tratasse de uma demonstração tecnológica isenta de implicações morais ou legais.


Esta imagem não é apenas chocante — é incriminatória.

Segundo o Direito Internacional Humanitário, em especial as Convenções de Genebra e o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o que aqui se vê pode configurar vários crimes:

  • Violação do princípio da distinção – não há prova de que o alvo fosse combatente ou representasse ameaça imediata;

  • Execução extrajudicial – trata-se de um ataque letal sem processo legal nem contexto de combate direto;

  • Desrespeito pela dignidade humana – o uso da imagem da morte para fins publicitários é moralmente repugnante;

  • Possível crime de guerra – se se confirmar que o alvo era civil, esta ação é claramente punível ao abrigo do direito internacional.


Denunciamos, por isso, com toda a clareza:

  1. A utilização do Spike Firefly para executar alvos sem julgamento nem verificação da ameaça real;

  2. A transformação dessas imagens em material promocional comercial, promovendo a guerra como espetáculo;

  3. A ausência de qualquer responsabilização até ao momento, apesar das provas estarem públicas e documentadas.


Exigimos:

  • Uma investigação independente e imediata, conduzida por organismos internacionais com autoridade e neutralidade;

  • A suspensão da produção e venda do Spike Firefly, enquanto decorre a averiguação;

  • A condenação firme por parte da ONU, União Europeia e Tribunal Penal Internacional;

  • O reconhecimento do que se vê neste vídeo: um possível crime de guerra cometido perante os olhos de todos.


A tecnologia, por mais avançada que seja, não suspende o direito humanitário. Matar com um drone não torna o assassinato mais limpo, nem menos ilegal.

Filmar a execução e usá-la como argumento de venda não é inovação — é barbárie.
E quem cala ou relativiza, torna-se cúmplice.


Pedro Baptista
Julho de 2025


Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal

  • Competência: ligação direta com eurodeputados portugueses, muitos dos quais integram comissões de direitos humanos e política externa.

  • Contacto:

  • Podes pedir que os eurodeputados portugueses apresentem esta denúncia junto da Subcomissão de Direitos Humanos do Parlamento Europeu (DROI).


ONGs e Organizações da Sociedade Civil

Amnistia Internacional – Secção Portuguesa

  • Muito ativa na denúncia de crimes de guerra e uso de armamento contra civis.

  • Contacto:

  • Sugerido: enviar com o título “Denúncia de possível crime de guerra promovido em vídeo pelo fabricante do drone Spike Firefly”.



    • Possível crime de guerra

      Pedro Baptista pedrojrbaptista@gmail.com

      12:35 (há 43 minutos)
      para info@amnistia.pt
      📄 Denúncia Pública – Crime de Guerra Documentado em Vídeo
      Julho de 2025
      Por Pedro Baptista

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