Opinião | O apoio que sustenta a guerra
A guerra em Gaza não é apenas uma decisão de Israel. É também o resultado direto do apoio constante que os Estados Unidos fornecem. Armas, financiamento e proteção diplomática criam as condições para que o conflito se prolongue sem fim à vista.
É verdade que Israel executa a ofensiva, mas não o faria sozinho. A dependência é total: sem Washington, a máquina militar israelita pararia em poucos dias. Este facto simples coloca os EUA no centro da responsabilidade.
Não basta olhar para quem dispara. É preciso reconhecer também quem garante que nunca faltem munições. Essa cumplicidade não se mede apenas em números ou contratos, mas no peso das vidas destruídas.
A História acabará por fazer a pergunta essencial: quem matou — e quem tornou possível matar?

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