Trump: o segundo mandato e a realidade nua

O segundo mandato de Donald Trump mostrou, de forma clara, a distância entre promessas eleitorais e resultados concretos. O balanço é inequívoco: impacto maioritariamente negativo em quase todas as áreas de governação.

Na economia, a “prosperidade” prometida acabou em abrandamento, inflação e tarifas que prejudicaram mais consumidores e pequenas empresas do que beneficiaram a indústria. O discurso de crescimento não resistiu à realidade dos números.

Na política interna, Trump governou para a sua base e contra todos os outros. Resultado: um país mais polarizado, instituições em permanente confronto e erosão da confiança democrática. As vitórias políticas foram, na maioria, simbólicas e alimentadas pela retórica, não pela substância.

Na arena internacional, o efeito foi ainda mais corrosivo. Aliados afastaram-se, rivais ganharam espaço e a credibilidade dos EUA caiu para mínimos históricos. O “America First” acabou por significar “America Alone”.

No plano social, a retórica agressiva e as políticas duras em imigração e direitos civis aprofundaram divisões e fragilizaram a coesão nacional. O país saiu mais dividido do que entrou.

O retrato final é simples: Trump apresentou-se como um líder capaz de transformar tudo, mas deixou atrás de si um rasto de instabilidade, descrédito e desconfiança. Cumpriu a promessa de ser “diferente”, mas a diferença foi a degradação.

A conclusão impõe-se: quando se olha para o mapa do impacto do segundo mandato, o Presidente não aparece vestido de sucessos, mas nu perante a realidade. O espetáculo político pode ter garantido aplausos, mas não escondeu os resultados.



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