MAGA e o Hambúrguer Dourado

Os EUA decidiram impor tarifas de 50% às mercadorias importadas do Brasil. A medida, justificada em nome da “MAGA” e da defesa do produtor nacional, tinha um objetivo claro: fortalecer a economia interna. Mas, como tantas vezes acontece com o protecionismo, a realidade saiu ao contrário da propaganda.

A carne brasileira — sobretudo a moída, indispensável para o hambúrguer quotidiano de milhões de americanos — deixou de chegar em grandes volumes. O resultado foi imediato: menos oferta, mais preços. Somada à seca e a outros constrangimentos locais, a conta final caiu sobre o consumidor norte-americano, que agora paga mais por um produto que sempre considerou banal.

Do outro lado, o Brasil não só não perdeu, como ganhou. Redirecionou exportações para a China e outros mercados asiáticos, diversificou clientes e saiu reforçado, menos dependente do humor político de Washington.

A grande ironia é esta: em nome da “grandeza americana”, os próprios americanos foram condenados a pagar hambúrgueres mais caros. No fim, a MAGA não encheu os pratos dos eleitores — apenas o peito dos discursos.

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